Os Melhores de 2009

26jan10

os melhores discos de 2009 @ aporias

Sejam bem-vindos ao atrasado porém vivo post anual de melhores discos dos últimos 12 meses (e uns quebrados) do Aporias.
Ano passado foi corrido pra todos. Nem vou me estender aqui dizendo o quanto teria sido legal este blog ter postado mais coisas… blá-blá-blá. Nem dizer o quanto essas listas são subjetivas … blá-blá-blá.
Pois então, vamos ao que interessa: a lista Animal Collective-free de melhores de 2009!

 

Um Aporias silencioso, mas um iTunes que não parou quieto. Assim foi 2009 pra mim. Parece cada ano mais difícil selecionar uma pequena quantidade de bons discos pra destacar aqui. Tive que abrir mão de muita coisa, o que me faz pensar até que ponto este é o jeito ideal de apresentar os nossos discos preferidos. Tentei priorizar álbuns que também se destacassem na carreira do artista (caso ele a tenha) e que preferencialmente não tivesse aparecido aqui nos outros anos. Nem sempre, porém, isso foi possível.
Certamente esta lista será diferente daqui uma semana, assim como já foi há 15 dias, mas esse é o retrato atual dos discos que mais tive prazer em ouvir nos últimos 12 meses.
Carlos Bêla

Mantendo a tradição das minhas contribuições para a lista anual do Aporias, mais uma vez minhas escolhas seguem um padrão. Na verdade esse padrão não precedeu minha seleção, ele foi surgindo à medida em que eu montava um playlist, até que percebi que quase todas as músicas que eu vinha escolhendo eram de mulheres – cantora, compositoras, instrumentistas, na maioria dos casos tudo ao mesmo tempo. Resolvi então assumir a homenagem ao gênero feminino, sem nenhum motivo além do fato de que elas foram responsáveis pela melhor música do ano que terminou.
Roger Marmo

Apesar do começo de 2009 ter sido bem rico em bons lançamentos, devo ter perdido alguns bons meses de novidades musicais, talvez muito influenciado pela volta do Faith No More, o que me fez resgatar muita coisa que ouvi nos anos 90. No fim do ano, quando o Bêla me chamou pra ajudar nos melhores do ano eu tinha realmente ouvido pouca coisa nova, o que me fez correr atrás do prejuízo. E se a maior parte dos novos discos que acabei ouvindo nesse tempo não foram citados em minha lista final, pelo menos tenho a certeza de que 2009 foi um bom ano, musicalmente falando. Para o que não foi citado, vale lembrar dos ótimos discos lançados por John Zorn, Medeski Martin & Wood, Zu, Mike Patton, Animal Collective, Mastodon, Mars Volta, Them Crooked Vultures, Flaming Lips, Sonic Youth, The Black Heart Procession, Elysian Fields, Napalm Death, Part Chimp, Slayer, Dinosaur Jr, Alice in Chains e Céu. No fim das contas, acho que teve coisa boa pra todos os gostos, o que é sempre bom.
Richarley Menescal

Tô sem tempo pra escrever. :P
Marcio Nigro

 

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Os discos estão organizados em ordem alfabética por artista e não há ordem de preferência. Clique no play ‣ pra escutar uma ou mais músicas do respectivo disco.

 

 

Alamaailman Vasarat – Huuro Kolkko

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Essa banda finlandesa conseguiu fechar sua primeira década de lançamentos oficiais com mais um disco fantástico em sua discografia. Apesar deles mesmos brincarem descrevendo seu estilo como “kebab-kosher-jazz-film-traffic-punk-music com um toque único de música acústica escandinava”, é certo de que eles conseguem dar uma roupagem extremamente empolgante para composições de essência e influencia folclórica do norte da Europa, e isso é o que importa.
(Richarley)
Pra variar. Achei o melhor deles.
(Nigro)

 

 

Andrew Bird – Fitz And The Dizzyspells [EP]

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Sobre o EP do cantor e compositor americano Andrew Bird, que juntamente com Noble Beast e o instrumental Useless Creatures, teve um 2009 bem movimentado, musicalmente falando, Nigro declara:
Gênio.
(Nigro)

 

 

The Bad Plus – For All I Care

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Sobre o disco só de covers (Nirvana, György Ligeti, Pink Floyd, Igor Stravinsky, etc) da banda de jazz The Bad Plus, que conta com a participação especial da cantora Wendy Lewis, Lulu diz:
For All I Care não foi só o melhor de 2009. Foi o único!
(Lulu)

 

 

Bat For Lashes – Two Suns

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Bat For Lahes é a “marca de fantasia” da anglo-paquistanesa Natasha Khan, e fantasia é um termo apropriado aqui: da arte da capa, aos vídeos e às composições em si, o trabalho de Khan é repleto de símbolos, conceitos e referências. É uma mistura que tinha tudo para desandar, juntando misticismo, melodrama, elementos étnicos/tribais e virtuosismo vocal, mas que dá surpreendentemente certo, lembrando uma época longínqua em que o pop feminino podia ser ousado, experimental e instigante sem depender das roupas (ou da falta delas) das cantoras.
(Roger)

 

 

Broadcast And The Focus Group – Investigate Witch Cults Of The Radio Age

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Um dos discos de maior personalidade em 2009, a fusão da frieza do Focus Group (Ghost Box Records) com o lado adorável do Broadcast resultou numa colagem esquista e genial de ritmos, texturas e climas, loops, sons ambientes e vocais delicados. Impossível categorizar o resultado. Algo como De Olhos Bem Fechados do Kubrick com The Residents e ocultismo? Segundo um de seus integrantes, “o paranormal é mais poderoso quando ele é despretensioso, não obviamente assustador ou escuro”. Hein? Mas faz sentindo. Ouvindo.
(Bêla)

 

 

Bruno Coulais – Coraline O.S.T.

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Sobre a trilha sonora composta para o filme de animação stop-motion Coraline dirigido por Henry Selick (O Estranho Mundo de Jack) e escrito por Neil Gaiman (Sandman) que conta, além das composições de Bruno Coulais, com a participação da Hungrarian Symphony Orchestra Budapest, Laurent Petitgirard, Mathilde Pellegrini, Hélène Breschand, The Children’s Choir Of Nice e da banda They Might Be Giants, Nigro comenta:
Que trilha boa.
(Nigro)

 

 

Cidadão Instigado – Uhuuu!

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O sucesso do Cidadão Instigado entre a crítica musical brasileira não é a toa, e não falo isso para puxar sardinha de meus conterrâneos. Pra mim, é certo que Fernando Catatau e seus companheiros são incansáveis na busca de bons arranjos e sonoridades diversificadas e realmente interessantes. O amadurecimento musical do grupo também permitiu que seu som ficasse até mais acessível sem abdicar de uma certa ousadia sonora que certamente faz falta a grande parte da música nacional contemporânea . Além disso, fizeram um disco que é a cara do Ceará, conseguindo o que muitos tentaram em vão de tanto emular tendências de Pernambuco.
(Richarley)

 

 

Dave Douglas – Spirit Moves

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Dave Douglas juntou um grupo de metais (tuba, french horn, trombone e trompete) com o brilhante baterista Nasheet Waits, alcunhou de Brass Ecstasy e gravou um dos melhores discos da sua longa carreira. Um tributo rico ao jazz tradicional sob a direção de alguém que sempre foi um dos nomes mais criativos do jazz moderno.
(Bêla)

 

 

Dead Man’s Bones – Dead Man’s Bones

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O ator Ryan Gosling deixou as telas de lado por um tempo para escrever e gravar uma coleção de canções mal-assombradas, deliciosamente intrigante. Mas não se assuste. As canções tem bases blues e rock simples, lo-fi, apresentadas num teatro de zumbis terror infantil, com a notável ajuda do coral de crianças mostrado na capa do disco. Bú!
(Bêla)

 

 

Dengue Fever – Sleepwalking Through the Mekong

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A banda americana de roque cambojano já gravou 3 discos até agora, alguns muito divertidos. Mas é nessa trilha sonora de um filme parte visão geral da carreira da banda, parte documentário sobre os sons e grupos nos quais eles se inspiram, que parece tudo fazer sentido. São 17 faixas que misturam gravações dos 9 anos do Dengue Fever com os originais clássicos do pop/surf/garage/indie da década de 60 da Camboja. Viciante.
(Bêla)

 

 

Dirty Projectors – Bitte Orca

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O quinto disco da banda de Dave Longstreth foi o disco pop mais igualmente imprevisível, esquisito e acessível do ano. Uma obra-prima.
(Bêla)

 

 

Fever Ray – Fever Ray

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Fever Ray é o nome do projeto solo de Karin Dreijer, que compõe com seu irmão Olof o duo The Knife. Aqui ela consegue criar atmosferas ainda mais sombrias do que em seu grupo principal, dando mais espaço à sua voz natural, mas ainda empregando em certos momentos aquelas distorções de pitch capazes de botar qualquer exorcista pra correr.
(Roger)

 

 

Flat Earth Society – Cheer Me, Perverts!

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No sexto disco da mais eclética, fina, vibrante e menos tradicional big-band belga do planeta, sob o comando do compositor Peter Vermeersch, os quinze integrantes constroem um intrincado e complexo maquinário melódico digno de uma trilha de Tom & Jerry on drugs.
(Bêla)

 

 

Hanne Hukkelberg – Blood From a Stone

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O último disco da cantora e compositora norueguesa pode parecer, de imediato, o mais acessível de seus três álbums. Porém, a veia experimental de seu trabalho continua pulsando fortemente, vide o fato de que durante as gravações todos os kits tradicionais de bateria foram substituidos por geladeiras, fogões e outros objetos, além da série de found sounds que permeiam a maioria das músicas.
(Roger)

 

 

Hildur Gudnadottir – Without Sinking

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Without Sinking é um emocional quadro sonoro, pintado com poucas e densas cores pela compositora e cellista islandesa Hildur Gudnadottir. Seu sensível impressionismo mostra formas mínimas e esparsas, ora leves e delicadas, ora densas e nebulosas, que juntas representam uma obra visual imaginativa e atmosférica de beleza e abstracionismo singulares. Traduzindo: puta disco lindo!
(Bêla)

 

 

Kaada – Junkyard Nostalgias

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Sobre o sexto disco do prolífico compositor norueguês Kaada, criado em homenagem aos “bravos e determinados trabalhadores poloneses que se mudam para a Noruega para nos ajudar”, Nigro comenta:
As duas primeiras faixas me deixaram chapado.
(Nigro)

 

 

Mono – Hymn To The Immortal Wind

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Se há um certo desgaste na formula de post-rock praticado por tantas bandas desse gênero (comece a música bem calmamente, arraste, arraste e faça um barulho infernal nos seus vários clímax), os japoneses do Mono nem fazem muito esforço para fugir tanto disso. Mas esse disco é tão bom porque é tudo realmente muito bonito, das melodias à sonoridade agradável (mesmo nas partes mais barulhentas), além da maravilhosa capa. Talvez seja o álbum deles que mais lembre uma trilha sonora de um filme melancólico e grandioso. Vai ver que essa era a intenção mesmo.
(Richarley)

 

 

Mos Def – The Ecstatic

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Com algumas faixas produzidas por Madlib e Oh No, só as bases e samples já valeriam uma cuidadosa audição. Mas é graças às composições vocais do rapper e também ator Mos Def que este trabalho sobe ao posto do melhor disco de hip-hop de 2009.
(Bêla)

 

 

Mouse On The Keys – An Anxious Object

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Bela surpresa de 2009 e que também vem do Japão. Trio de tecladistas (um deles também ótimo baterista) que faz um jazz-fusion com algumas pitadas de Tortoise e math-rock. Nada revolucionário, mas ainda assim bom pra caramba.
(Richarley)

 

 

OOIOO – Armonico Hewa

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Yoshimi, mais conhecida como percussionista do Boredoms, está de volta com sua gangue de garotas super-poderosas, mais uma vez aprontando altas confusões na cabeça de quem se mete a definir o som do OOIOO: pós-rock, prog, metal, world music? Tudo isso e muito mais é liquidificado de uma maneira que soa ao mesmo tempo caótica e precisamente controlada, em meio a cânticos demenciais e muita, muita percussão.
(Roger)

 

 

Secret Chiefs 3 – Traditionalists: Le Mani Destre Recise Degli Ultimi Uomini

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Quando o Trey Spruance (guitarrista do Mr. Bungle) dividiu o Secret Chiefs 3 em 7 outras bandas no fantástico álbum Book of Horizons, uma grande incógnita surgiu sobre como isso iria funcionar dali em diante. Depois de alguns compactos, a primeira dessas bandas a ganhar um disco completo foi o Traditionalists, com essa trilha sonora de um filme fictício de um tipo bem específico de terror italiano, o Giallo. O disco é uma viagem insana por pequenas músicas, que raramente ultrapassam 2 minutos, e que só fazem você imaginar o quanto esse filme seria maluco se existisse de verdade. Imagino se o Trey chegou a escrever o roteiro dessa obra pra compor esses temas.
(Richarley)

 

 

Sian Alice Group – Troubled, Shaken Etc.

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Aqui já temos uma banda no sentido mais tradicional da palavra, e não uma artista solo utilizando um nome que não o seu próprio. Mas a presença da vocalista Sian Ahern é importante o suficiente para que ela receba um destaque no próprio nome do grupo. Sua voz delicada e sussurrada dá um tom de folk inglês às composições meio jazzísticas, hipnoticamente circulares do sexteto.
(Roger)

 

 

Soap & Skin – Lovetune For Vacuum

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A austríaca Anja Plaschg é outra que prefere ocultar seu próprio nome atrás de uma alcunha: Soap & Skin. Lovetune for Vacuum foi gravado quando a cantora e pianista tinha apenas 18 anos, e chegou ao Top 5 nas paradas de seu país natal. Algo surpreendente se levarmos em conta que suas canções não são nada acessíveis, em sua maioria baladas desesperadas ao piano, acompanhadas às vezes por arranjos de cordas esparsos ou efeitos sonoros soturnos como brinquedos e máquinas de escrever.
(Roger)

 

 

St. Vincent – Actor

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Antes de adotar o nome St. Vincent como veículo para suas composições próprias, a multiinstrumentista e vocalista Annie Clark já havia integrado grupos como Polyphonic Spree e a banda de apoio de Sufjan Stevens. Esse currículo dá uma ideia do tom geral de Actor: composições intrincadas, arranjos complexos, contrastes frequentes entre momentos de fofura e de distorção – tudo isso amarrado pela voz sempre suave e serena da moça.
(Roger)

 

 

Sunset Rubdown – Dragonslayer

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O líder superativo Spencer Krug, também integrante do Wolf Parade, Frog Eyes e Swan Lake fez de Dragonslayer o melhor disco do Sunset Rubdown. Mais ambicioso e cuidadoso que os outros, este disco também é, ao mesmo tempo, o mais acessível da carreira da banda. Grande compositor esse cara.
(Bêla)

 

 

Tortoise – Beacons Of Ancestorship

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Bem que o Tortoise podia lançar um dvd de making-of a cada álbum lançado. Sempre me intrigou muito o processo de composição e gravação de suas músicas. Porque você escuta um disco como Beacons Of Ancestorship e, a princípio, você tem dificuldades de usar um adjetivo como coeso para o som do grupo porque isso soaria certinho demais. Mas é um elogio válido, justamente pela capacidade do Tortoise em pegar vários ritmos e sons tão diferentes, jogar tudo num liquidificador, e ainda assim sair o mais importante, música boa.
(Richarley)

 

 

Tyondai Braxton – Central Market

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O background em música erudita contemporânea de Tyondai Braxton, também membro do Battles (e filho do saxofonista de free jazz Anthony Braxton), ficou bem evidente no seu segundo álbum solo. Com a ajuda de uma pequena orquestra, essas influências de Stravinsky, Ligeti, Reich, Riley, etc foram misturadas a elementos de rock, jazz e música eletrônica de maneira tão viva, bem-humorada e lúdica que deixaria um Frank Zappa feliz.
(dica via twitter do Aporias)
(Bêla)

 

 

Umlaut – Umlaut

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Clinton “Bär” McKinnon (ex-integrante do Mr. Bungle e do Secret Chiefs 3) resolveu dar uma nova guinada em sua vida ao se mudar para a Australia. Assim, montou um novo projeto com alguns bons e jovens músicos australianos, o que resultou nesse belo disco que pode agradar em cheio aos fãs de suas bandas anteriores. Parece um Mr. Bungle da fase California numa escala menor e descompromissada, mas ainda transbordando criatividade. E a música Atlas Face, com a participação de Mike Patton, é uma pequena pérola.
(Richarley)

 

 

Zu – Carboniferous

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O décimo quarto disco em 10 anos da banda italiana Zu poderia ser definido como um Melvins esquisofrênico com Can, post-rock, freejazz, metal, punk, noise, no-wave. O trio instrumental de baixo, bateria e sax barítono tem dessa vez uma valiosa colaboração de (não por acaso) Buzz Osbourne dos Melvins. Denso, matemático e (ui!) bruto.
(Bêla)

 

twitter: @aporias

 

Veja também:
Melhores discos de 2008
Melhores discos de 2007
Melhores discos de 2006

The Wire: 2009 Rewind

19dez09


(atualizado em 22 de dezembro)
Saiu a lista dos melhores do ano, segundo a revista inglesa de “música moderna” The Wire.
Aqui, repasso, a dos 50 melhores discos. Foram transcritos por mim e podem conter erros de digitação.

Se o site da revista liberar as outras listas, organizadas por estilos, divulgarei aqui também. Atualização: incluí as listas de gêneros também.

Records Of The Year
50 – Hildur Gudnadóttir – Without Sinking
49 – Cold Cave – Love Comes Close
48 – Black To Comm – Alphabet 1968
47 – Glenn Jones – Barbecue Bob In Fishtown
46 – Fuck Buttons – Tarot Sport
45 – Eliane Radigue – Triptych
44 – The Stooges – You Don’t Want My Name You Want My Action: 1971 The Missing Link
43 – Lionel Marchetti & Oliver Capparos – Equus (Gran Véhicule)
42 – Subway – Subway II
41 – Richard Youngs – Under Stellar Stream
40 – Sun Araw - Heavy Deeds
39 – Billy Bao – May 08
38 – Julie Tippetts & Martin Archer – Ghosts Of Gold
37 – Belbury Poly - From Ancient Star
36 – Position Normal – Position Normal
35 – Emeralds – What Happened
34 – Black Dice – Repo
33 – Mev – Mev 40
32 – Moritz Von Oswald Trio – Vertical Ascent
31 – Pan Sonic & Keiji Haino – Shall I Download A Black Hole And Offer It To You?
30 – Animal Collective – Merriweather Post Pavillion
29 – Dãm-Funk – Toeachizown
28 – Kevin Drumm - Imperial Horizon
27 – Peter Evans – Nature/Culture
26 – Group Bombino – Guitars From Agadez Vol 2
25 – Leyland Kirby – Sadly The Future Is No Longer What It Was
24 – Courtis/Moore – Brokebox Juke
23 – Gary War – Horribles Parade
22 – Flower-Corsano Duo – The Four Aims
21 – The Xx - Xx
20 – William Basinski – 92982
19 – Hecker – Acid In The Style Of David Tudor
18 – Matias Aguayo – Ay Ay Ay
17 – Masayuki Takayanagi – Archive 1
16 – Mordant Music – SyMptoMs
15 – Atom™ – Liedgut
14 – Sa-Ra Creative Partners – Nuclear Evolution: The Age Of Love
13 – Shackleton – 3 EPs
12 – Dirty Projectors – Bitte Orca
11 – Harappian Night Recordings – The Glorious Gongs Of Hainuwele
10 – King Midas Sound – Waiting For You
9 – Ben Frost – By The Throat
8 – Jim O’Rourke – The Visitor
7 – Group Doueh - Treeg Salaam
6 – David Sylvian – Manafon
5 – Sunn O))) – Monoliths & Dimensions
4 – Alasdair Roberts – Spoils
3 – Bill Orcutt – A New Way To Pay Old Debts
2 – Oneohtrix Point Never – Rifts
1 – Broadcast & The Focus Group – Investigate Witch Cults Of The Radio Age

Genre Charts
Avant Rock

* Billy Bao – May 08
* Brainbombs – Fucking Mess
* Evangelista – Prince Of Truth
* Jandek – Portland Thrusday
* The One Ensemble – Other Thunders
* Julian Lynch – Orangeyou Glad
* The Mantles – The Mantles
* Bill Orcutt – A New Way To Pay Old Debts
* Yasushi Ozawa – Some Fragments Of Bass Performance
* Trembling Bells – Carbeth
* Kurt Vile – Constant Hitmaker (emusic)
* Gary War – Horribles Parade
* Wolf Eyes – Always Wrong
* Richard Youngs – Beyound The Valley Of Ultrahits
* Zola Jesus – New Amsterdam (não gostei)

Critical Beats A–Z
* Brackles – LHC (Planet Mu 12″)
* Conforce – Cruising (Curle 12″)
* Cooly G – Narst/Love Dub (Hyperdub 12″)
* Darkstar – Aidy’s Girl Is A Computer (Hyperdub 12″)
* Dorian Concept – Trilingual Dance Sexperience (Affine 12″)
* Millie & Andrea – Temper Tantrum/Vigilance (Daphne 12″)
* Joker – Do It/Psychedelic Runway (Kapsize 12″)
* Kode9 – Black Sun/2 Far Gone (Hyperdub 12″)
* Monolake/T++ – Atlas (T++ Mix) (Imbalance Computer Music 12″)
* NB Funky – Riddim Box (It’s Funky 12″)
* Joy Orbison – Hyph Mngo (Hotflush 12″)
* Peverelist – Jarvik Mindstate (Punch Drunk 3×12″)
* Mark Pritchard & Om’mas Keith – Wind It Up (Hyperdub 12″)
* Rustie – Bad Science (Wireblock 12″)
* Untold – Gonna Work Out Fine (Hemlock 2×12″)

Dub Top 10 by Steve Barker
* King Midas Sound- Waiting For You (Hyperdub)
* King Tubby & The Clancy Eccles All Stars – Sound System International (Pressure Sounds)
* Intrusion – Little Angel (with Paul St Hilaire/Angel Dub) (Echospace)
* Killa Sista – From Far East (Killa Sista Far East)
* Rico – Ghetto Rockers (Wareika Dub) (Island)
* African Head Charge – Visions Of Psychedelic Africa (On-U Sound)
* Soom T – Dirty Money EP (Jahtari)
* Junior Murvin – Police & Thieves Deluxe Edition (Island)
* U Roy – Foundation Skank 1971–1975 Rare Sides By The Originator (Sound System)
* Dubkasm – Transform I (Sufferer’s Choice)

Electronica A–Z
* alva noto & Ryuichi Sakamoto – Utp (Raster-Noton)
* Cindytalk – The Crackle Of My Soul (Editions Mego)
* Clark – 6 Tracks (Warp)
* Nathan Fake – Hard Islands (Border Community)
* Fennesz & Sparklehorse – In The Fishtank (Konkurrent)
* Lawrence English – It’s Up To Us To Live (Sirr)
* Tim Hecker – An Imaginary Country (Kranky)
* Hell – Teufelswerk (Gigolo)
* Klimek – Movies Is Magic (Anticipate)
* Stephan Mathieu & Taylor Deupree – Transcriptions (Spekk)
* Mountains – Choral (Thrill Jockey)
* Redshape – The Dance Paradox (Delsin)
* Silkie – City Limits Volume One (Deep Medi)
* Telefon Tel Aviv – Immolate Yourself (Bpitch Control)
* Tu m’ – Monochromes Volume One (Line)

Global A–Z
* Bachir Attar & The Master Musicians Of Jajouka – Jajouka Live Vol 1 (Jajouka)
* Issa Bagayogo – Mali Koura (Six Degrees)
* Dengue Fever/Chicha Libre – Genjer Genje/Primavera En La Selva (Barbes 7”)
* Franco & Le TPOK Jazz – Francophonic Vol 2 (Sterns Music)
* Egypt: A Tribute To Oum Kalsoum – Various (Institute Du Monde Arabe)
* Group Bombino – Guitars From Agadez Vol 2 (Sublime Frequencies)
* Group Doueh – Treeg Salaam (Sublime Frequencies)
* Peter Knight’s Gigspanner – Lipreading The Poet (Gigspanner)
* Gabi Luncă – Sounds From A Bygone Age Vol 5 (Asphalt Tango)
* Pandit Pran Nath – Earth Groove: The Voice Of Cosmic India (Change/Mississippi)
* Psarantonis & The Ensemble Xylouris – Mountain Rebels (Raki)
* Rail Band – Belle Epoque Vol 3: Dioba (Sterns Africa)
* Omar Souleyman – Dabke 2020 (Sublime Frequencies)
* Three Score And Ten: A Voice To The People – Various (Topic)
* Tinariwen – Imidiwan: Companions (Independiente/World Village)

Hiphop A–Z
* Big Boi featuring Gucci Mane – Shine Blockas (LaFace)
* Busdriver featuring Nocando – Least Favorite Rapper (Anti)
* The Clipse featuring Cam’ron & Pharrell – Popular Demand (Popeyes) (Columbia)
* DOOM – Born Like This (Lex)
* Edan – Echo Party (Stones Throw)
* Freeway – The Beat Made Me Do It (Free Money)
* G-Side – Huntsville International Project (Slow Motion Soundz)
* Kurupt & DJ Quik – BlaQKout (Mad Science)
* Lil B – I’m God (Permanent Marks)
* Lil Boosie – Thug Passion (mixtape)
* Lil Wayne – No Ceilings (mixtape)
* Gucci Mane & DJ Drama – The Cold War: Guccimerica (mixtape)
* Gucci Mane & DJ Holiday – Writing On The Wall (mixtape)
* DJ Quik & Kurupt – Blaqkout (Mad Science)
* Raekwon – Only Built 4 Cuban Linx Pt II (Ice H2O/EMI)

Jazz & Improv A–Z
* Borah Bergman Trio – Luminescence (Tzadik)
* John Blum – In The Shade Of The Sun (Ecstatic Peace)
* Dennis González – A Matter Of Blood (Furthermore)
* Hoots And Roots – Life And Death (Ayler)
* Christian Lillinger’s Grund – First Reason (Clean Feed)
* Joëlle Léandre – Live In Israel (Kadima Collective)
* Sebastian Lexer – Dazwischen (Matchless)
* Eivind Opsvik – Overseas III (Loyal)
* The Chris McGregor Trio – Our Prayer (Fledg’ling)
* Anthony Pateras & Max Kohane – PIVIXKI (Sabbatical)
* People Band – 69/70 (Emanem)
* Gino Robair & Birgit Ulher – Blips & Ifs (Rastascan)
* Alister Spence – Fit (Rufus)
* Trespass Trio – “… Was There To Illuminate The Night Sky” (Clean Feed)
* Ray Warleigh – Rue Victor Massé (Psi)

Modern Composition A–Z
* Cornelius Cardew – Treatise (Mode)
* Andreas Eklöf – Nor (Compunctio)
* Brian Ferneyhough – Chamber Music (Metier/Divine Art)
* Jonathan Harvey – Complete String Quartets (Aeon)
* Ulrich Heinen – Bach+ (Zimmermann, Skempton, Barry, Henze) (Metier/Divine Art)
* Charles Ives – The Light That Is Felt: Songs Of Charles Ives (New World)
* Magnus Lindberg – Sculpture; Campana In Aria/Concerto For Orchestra (Ondine)
* Christopher Redgate – Greatest Hits Of All Time (Metier/Divine Art)
* Kaija Saariaho – Notes On Light/Orion/Mirage (Ondine)
* Salvatore Sciarrino – Fauno Che Fischia… (Attacca)
* Salvatore Sciarrino – Orchestral Works (Kairos)
* Bernd-Alois Zimmermann – The Requiem Für Einen Jungen Dichter (Cybele)

Outer Limits A–Z
* Astral Social Club – Octuplex (VHF)
* Blood Stereo – Your Snakelike King (Pan)
* Lucio Capece & Mika Vainio – Trahnie (Editions Mego)
* Raymond Dijkstra – L’Opus Ch (Le Souffleur)
* Emeralds – What Happened (No Fun Productions)
* Richard Garet & Brendan Murray – Of Distance (Unframed)
* Grasslung/Pulse Emitter – Grasslung/Pulse Emitter (Phaserprone)
* Russell Haswell – Wild Tracks (Editions Mego)
* Kommissar Hjüler & Mama Bär – Asylum Lunaticum (Intransitive)
* Lee Patterson – Seven Vignettes (Shadazz)
* Keith Rowe – Untitled (Erstwhile)
* Ghédalia Tazartès – Repas Froid (Tanzprocesz)
* Aluk Todolo – Finistirnis (Utech)
* Mika Vainio – Black Telephone (Touch)
* John Wiese – Circle Snare (Helicopter)
Size Matters Top 10by Byron Coley
* Bill Orcutt – High Wasted/Big Ass Nails (Palilalia 7″)
* Rudolph Grey – The Real Evelyn McHale? (Foreign Frequency 7″)
* Bestia Ferdia – Live Wounded (Scumbag Relations MC)
* Circle Pit – Total Waste (Rest In Peace Society 7″)
* Placenta Popeye/Reverse Mouth – Split (Phaseweb/Absurd/Tanzprocesz 7″)
* O PAON – A/BCDE (O Paon 7″)
* Cro Magnon (Bruit Direct 7″)
* US GIRLS – Kankakee Memories (Cherry Burger 7″)
* Monks Of The Balhill – Ten Ways To Get Out Of The Water (Peasant Magik MC)
* Alfredo Costa Monteiro/Lee Patterson – Split (Compost And Height 3″ CD)
Compilations A–Z
* An Anthology Of Chinese Experimental Music 1992–2008 (Sub Rosa)
* Baku: Symphony Of Sirens (ReR)
* Fire In My Bones: Raw, Rare & Other Worldly African-American Gospel (Tompkins Square)
* Five Years Of Hyperdub (Hyperdub)
* Fly Girls! B Boys Beware: Female Rap (Soul Jazz)
* Ghana Special: Modern Highlife AfroSounds And Ghanaian Blues 1968–81 (Soundway)
* Grind Madness At The BBC (Earache)
* Induced Musical Spasticity: BC Free Music Society (1984–2009) (Private)
* Legends Of Benin (Analog Africa)
* Nigeria 70: The Definitive Story Of Funky Lagos (Strut)
* Open Strings: Early Virtuoso Recordings From The Middle East, And New Responses (Honest Jons)
* Panama! Volume 2: Latin Sounds, Cumbia Tropical & Calypso Funk On The Isthmus 1967–77 (Soundway)
* Psych Funk 101 (World Psychedelic Funk Classics)
* Raks Raks Raks: 17 Golden Garage Psych Nuggets From The Iranian 60’s Scene (Raks Discos)
* Relay: Archive 2007–2008 (Manual)
* Siamese Soul: Thai Pop Spectacular, Vol 2 (Sublime Frequencies)
* The Sound Of Wonder: Rare Electronic Pop From The Lollywood Vaults 1973–1980 (Finders Keepers/B-Music)
* Spectra: Guitar In The 21st Century (Quiet Design CD)
* Warp 20 (Warp)

Reissues A–Z
* Derek Bailey – Lot 74 (Incus)
* Bizzy B – Retrospective (Planet Mu)
* Company Flow – Funcrusher Plus (Definitive Jux)
* Luc Ferrari – L’Oeuvre Électronique
* Flaming Tunes – Flaming Tunes (Life And Living)
* Harmonia & Eno – Tracks And Traces (Grönland)
* Incapacitants – Box Is Stupid (Pica Disk)
* King Crimson – Lizard and Red 40th Anniversary Editions (Panegyric)
* Kraftwerk – The Catalogue (Mute)
* Loop – A Gilded Eternity/The World In Your Eyes (Reactor)
* The Monks – Black Monk Time (Light In The Attic)
* Moondog – More Moondog/Story Of Moondog (Honest Jons)
* Pandit Pran Nath – Earth Groove (Change/Mississippi)
* Evan Parker – Saxophone Solos (Psi)
* Public Image Limited – Metal Box (Virgin)
* Sun Ra – The Antique Blacks (Art Yard)
* The Raincoats – The Raincoats (We ThRee)
* Roll Deep – Street Anthems (Roll Deep)
* The Shadow Ring – Life Review (1993–2003) (Kye)
* Terror Danjah – Gremlinz (Planet Mu)
* Pere Ubu – Datapanik In The Year Zero (Cooking Vinyl)
* The Units – History Of The Units: The Early Years (1977– 1983) (Community Library)
* Source Records 1–6: Music Of The Avant Garde 1968–1971 (Pogus Productions)

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22ago09

aporias no twitter

Este blog está sendo reformulado.

Enquanto isso, acompanhe pelo nosso twitter as dicas, downloads de álbuns e afins relacionados ao site:



@aporias




download do Club Foot Orchestra

01abr09

Meu amigo PB disponibilizou o raro e difícil de achar disco do post anterior Club Foot Orchestra: Wild Beasts, Kidnapped, and More, inteiro pra download.

Confira lá, e aproveite pra visitar o resto do espiclondrífico, pantalifúsio e macavenco Mundo Estranho de PB. Só coisa fina e rara de um cara que manja de música como poucos que conheço.

Club Foot Orchestra: Wild Beasts, Kidnapped, and More, 1995

27mar09


Rating: ★★★★½

Jazz com grande influência de Rock ou Rock com doses cavalares de Jazz? Big Band com cara de progressivo ou Avant-Garde mais acessível? Frank Sinatra ou Frank Zappa? Possivelmente nos meados dos anos 80 um termo resumiria isso tudo: Avant-Prog.

Seja qual nome você queira dar pro som do Club Foot Orchestra, uma coisa não dá pra negar: o grupo de músicos liderados por Richard Marriot fez algo peculiar.

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Os Melhores de 2008

23dez08

m2008_abertura.gif

Dois mil e oito parece ter sido um ano mais moderado e comedido, ao menos para os caras que escrevem aqui.
Após receber as escolhas e textos introdutórios dos sempre excelentes colaboradores deste blog, praticamente todos disseram a uma coisa: “neste ano ouvi menos novidades que nos anteriores”. Os motivos podem ser vários: muito trabalho, falta de tempo, escassez de bons sites pra se ler sobre o que gostamos de ouvir, muita porcaria sendo produzida, menor disposição pra procurar por aí, ou simplesmente um espírito crítico maior, já que todos estamos ficando mais velhos :P

O fato é que, apesar disso, nunca uma lista de melhores do ano do Aporias, com opiniões distintas, foi tão boa e coesa como esta aqui.

Espero que curtam como nós!

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DeLeon: DeLeon, 2008

26nov08


Rating: ★★★★☆

Bela surpresa este disco.

Numa mistura original de rock indie, pop, folk, música cigana e sefardita (judaica, vinda de Portugal e Espanha), as auto-denominadas “melodias da pré-Inquisição pós-modernizadas” do quinteto DeLeon são deliciosas de ouvir.

O álbum dessa banda novaiorquina liderada pelo vocalista e guitarrista Dan Saks já mostra maturidade impressionante para o primeiro disco de uma banda formada em abril do ano passado.

As músicas, cantadas em inglês, hebraico ou ladino, além das influências citadas acima, trazem nacos modernos de Animal Collective, Talking Heads ou até Dengue Fever (com quem já fizeram tour).

O mais puro 15th Century Spanish Indie Rock!

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

MySpace oficial com mais 2 músicas pra escutar.

Clipe produzido pela própria banda na turnê com Mike Gordon e Balkan Beat Box:

Medeski, Martin & Wood: Radiolarians 1, 2008

14out08


Rating: ★★★★★

Começaram o ano com o divertido Let’s Go Everywhere, para crianças – e com a participação delas. No meio do ano, sai o Zaebos (*), décimo primeiro volume do segundo livro de Masada do amigo, colaborador e admirador de longa data John Zorn. E agora, no finalzinho do mês passado, logo após sua passagem pelo Brasil com shows incríveis, lançam pelo próprio selo, o Radiolarians 1.

Já posso dizer que dois mil e oito foi o ano do trio Medeski, Martin & Wood.
Tanto que abri uma excessão no blog: a de, a princípio, comentar apenas um disco por artista.

Se você não foi aos shows do MMW, e curte aquele jazz com groove tão característico da banda… esqueça este disco. :P E o anterior também (*).

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Roger Roger: Musique Idiote, 1971

29ago08


Rating: ★★★½☆

Tremendo mau humor?
Puto(a)? Chateado(a)? Triste?
Seu papagaio de estimação se matou?

Não tema!

Musique Idiote é uma gabola homenagem aos temas previsíveis e estólidos, criados eletronicamente pelo compositor francês de trilhas sonoras Roger Roger, também conhecido como Cecil Leuter.

São 16 temas simples e pacóvios, tocados em moog, que exploram linhas… ermm… idiotas.
E, bem, eu me sinto um idiota tentando descrever algo tão básico e bolônio. E jocoso. Quiçá basbaque.

Então, ouça o asonsado exemplo abaixo.
Dá pra achar esse disco e outros do cara numa procura rápida no Google.
Vale a pena, nem que seja pra matar sua curiosidade marota. Ou pra divertir uma criança. Ou um cachorro. Ou um papagaio suicida.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Roger Roger na wikipedia

Os 100 melhores do Emusic

20ago08

O site/loja Emusic perguntou há um mês aos seus assinantes/leitores qual o melhor disco de todos os tempos.
O resultado está nesta lista dos 100 mais votados.

Como em qualquer lista desse tipo, não faltam escolhas discutíveis, mas de uma maneira geral a seleção é muito boa – e inclui alguns discos e artistas comentados aqui no Aporias.

Todos os discos podem ser comprados e baixados ao abrir uma conta no site.
(não tenho nenhuma relação com o Emusic)

The Thing: Garage, 2004

06jul08


Rating: ★★★★½

Se tem uma banda com atitude no free jazz de hoje, ela se chama The Thing.

O trio escandinavo liderado pelo saxofonista Mats Gustafsson faz praticamente um punk com baixo acústico e bateria.
Mas, ao mesmo tempo, é free jazz puro.

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Stanton Moore Trio: Emphasis! (On Parenthesis), 2008

09jun08


Rating: ★★★★☆

Deve ser conhecido de muita gente esse cara, mas não posso deixa de comentar sobre o mais novo disco do trio liderado pelo baterista Stanton Moore. Ainda mais que, numa busca rápida por resultados em páginas brasileiras, encontrei muito pouco – e pra quem aprecia um jazz-funk e não conhece ainda o trabalho desse americano, vale a pena ir atrás.

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Mark Feldman: Music For Violin Alone, 1995

08mai08


Rating: ★★★★★

É muito difícil falar de determinados artistas. Ao escrever sobre alguém você automaticamente está fazendo uma escolha, o que significa que está deixando de lado uma série de informações pertinentes, importantes… em função do tempo, do espaço, do seu mood, etc

E porque falar do Zezinho se eu poderia estar falando do Huguinho?

Escrever aqui sobre Mark Feldman foi escolhido ao acaso. É o que está tocando agora na minha vitrola digital. Possivelmente seu melhor disco.

Mas como ser breve ao comentar a história de um violinista que começou na década de 80 e fez shows ou gravou em algumas centenas de discos de artistas dos mais variados estilos como Pharaoah Sanders, John Abercrombie, Uri Caine, Dave Douglas, John Zorn, Sylvie Courvosier, Michael Brecker, Joe Lovano, Bill Frisell, Bobby Previte, Don Byron, Johnny Cash, Willie Nelson, They Might Be Giants… até Jimmy Swaggert?!

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Madeleine Peyroux: Dreamland, 1996

22mar08


Rating: ★★★★☆

Ela estava atrasada, resolvi esperar no bar do hotel.

- Garçon!
- Boa noite, senhor?
- Bela noite. Veja a lua!
- Deseja um drink, senhor?
- Sim, um whisky sour, com pouco açúcar, por favor.
- Perfeitamente, senhor. Com licença.
- Obrigado.

O amendoim, menos crocante que o esperado, acalma o estômago incomodado.
Uma magra jovem de feições francesas sobe ao pequeno palco, delicadamente sentando-se ao banquinho. Outros músicos se juntam a ela.

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Giraffes? Giraffes!: More Skin With Milk-Mouth, 2007

12mar08


Rating: ★★★★☆

Girafas? Sim, girafas.
Só o nome da banda já dá vontade de baixar o álbum, nem que seja pra uma espiadela rapidita no som.
Pois. Fiz. E não é que não é só de nome que os caras são bons?

A dupla de Post/Math-Rock formada por Joseph Andreoli e Kenneth Topham faz um som que lembra principalmente The Advantage, mas também Hella e outros similares: melodias simples, repetitivas e frenéticas, tempo rápido, construção inteligente. Deve ser bem legal ver isso ao vivo.

Ouvir? Ouvir!

Confira o MySpace oficial que tem 6 faixas disponíveis pra auscutar, fora o exemplo abaixo que é praticamente um progressivo matemático:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


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