
Sejam bem-vindos ao atrasado porém vivo post anual de melhores discos dos últimos 12 meses (e uns quebrados) do Aporias.
Ano passado foi corrido pra todos. Nem vou me estender aqui dizendo o quanto teria sido legal este blog ter postado mais coisas… blá-blá-blá. Nem dizer o quanto essas listas são subjetivas … blá-blá-blá.
Pois então, vamos ao que interessa: a lista Animal Collective-free de melhores de 2009!
Um Aporias silencioso, mas um iTunes que não parou quieto. Assim foi 2009 pra mim. Parece cada ano mais difícil selecionar uma pequena quantidade de bons discos pra destacar aqui. Tive que abrir mão de muita coisa, o que me faz pensar até que ponto este é o jeito ideal de apresentar os nossos discos preferidos. Tentei priorizar álbuns que também se destacassem na carreira do artista (caso ele a tenha) e que preferencialmente não tivesse aparecido aqui nos outros anos. Nem sempre, porém, isso foi possível.
Certamente esta lista será diferente daqui uma semana, assim como já foi há 15 dias, mas esse é o retrato atual dos discos que mais tive prazer em ouvir nos últimos 12 meses.
Carlos Bêla
Mantendo a tradição das minhas contribuições para a lista anual do Aporias, mais uma vez minhas escolhas seguem um padrão. Na verdade esse padrão não precedeu minha seleção, ele foi surgindo à medida em que eu montava um playlist, até que percebi que quase todas as músicas que eu vinha escolhendo eram de mulheres – cantora, compositoras, instrumentistas, na maioria dos casos tudo ao mesmo tempo. Resolvi então assumir a homenagem ao gênero feminino, sem nenhum motivo além do fato de que elas foram responsáveis pela melhor música do ano que terminou.
Roger Marmo
Apesar do começo de 2009 ter sido bem rico em bons lançamentos, devo ter perdido alguns bons meses de novidades musicais, talvez muito influenciado pela volta do Faith No More, o que me fez resgatar muita coisa que ouvi nos anos 90. No fim do ano, quando o Bêla me chamou pra ajudar nos melhores do ano eu tinha realmente ouvido pouca coisa nova, o que me fez correr atrás do prejuízo. E se a maior parte dos novos discos que acabei ouvindo nesse tempo não foram citados em minha lista final, pelo menos tenho a certeza de que 2009 foi um bom ano, musicalmente falando. Para o que não foi citado, vale lembrar dos ótimos discos lançados por John Zorn, Medeski Martin & Wood, Zu, Mike Patton, Animal Collective, Mastodon, Mars Volta, Them Crooked Vultures, Flaming Lips, Sonic Youth, The Black Heart Procession, Elysian Fields, Napalm Death, Part Chimp, Slayer, Dinosaur Jr, Alice in Chains e Céu. No fim das contas, acho que teve coisa boa pra todos os gostos, o que é sempre bom.
Richarley Menescal
Tô sem tempo pra escrever. 
Marcio Nigro
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Os discos estão organizados em ordem alfabética por artista e não há ordem de preferência. Clique no play ‣ pra escutar uma ou mais músicas do respectivo disco.
Alamaailman Vasarat – Huuro Kolkko

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Essa banda finlandesa conseguiu fechar sua primeira década de lançamentos oficiais com mais um disco fantástico em sua discografia. Apesar deles mesmos brincarem descrevendo seu estilo como “kebab-kosher-jazz-film-traffic-punk-music com um toque único de música acústica escandinava”, é certo de que eles conseguem dar uma roupagem extremamente empolgante para composições de essência e influencia folclórica do norte da Europa, e isso é o que importa.
(Richarley)
Pra variar. Achei o melhor deles.
(Nigro)
Andrew Bird – Fitz And The Dizzyspells [EP]
![Andrew Bird - Fitz And The Dizzyspells [EP]](http://www.carlosbela.com/aporias/wp-content/uploads/2010/01/m2009-andrewbird.jpg)
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Sobre o EP do cantor e compositor americano Andrew Bird, que juntamente com Noble Beast e o instrumental Useless Creatures, teve um 2009 bem movimentado, musicalmente falando, Nigro declara:
Gênio.
(Nigro)
The Bad Plus – For All I Care

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Sobre o disco só de covers (Nirvana, György Ligeti, Pink Floyd, Igor Stravinsky, etc) da banda de jazz The Bad Plus, que conta com a participação especial da cantora Wendy Lewis, Lulu diz:
For All I Care não foi só o melhor de 2009. Foi o único!
(Lulu)
Bat For Lashes – Two Suns

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Bat For Lahes é a “marca de fantasia” da anglo-paquistanesa Natasha Khan, e fantasia é um termo apropriado aqui: da arte da capa, aos vídeos e às composições em si, o trabalho de Khan é repleto de símbolos, conceitos e referências. É uma mistura que tinha tudo para desandar, juntando misticismo, melodrama, elementos étnicos/tribais e virtuosismo vocal, mas que dá surpreendentemente certo, lembrando uma época longínqua em que o pop feminino podia ser ousado, experimental e instigante sem depender das roupas (ou da falta delas) das cantoras.
(Roger)
Broadcast And The Focus Group – Investigate Witch Cults Of The Radio Age

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Um dos discos de maior personalidade em 2009, a fusão da frieza do Focus Group (Ghost Box Records) com o lado adorável do Broadcast resultou numa colagem esquista e genial de ritmos, texturas e climas, loops, sons ambientes e vocais delicados. Impossível categorizar o resultado. Algo como De Olhos Bem Fechados do Kubrick com The Residents e ocultismo? Segundo um de seus integrantes, “o paranormal é mais poderoso quando ele é despretensioso, não obviamente assustador ou escuro”. Hein? Mas faz sentindo. Ouvindo.
(Bêla)
Bruno Coulais – Coraline O.S.T.

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Sobre a trilha sonora composta para o filme de animação stop-motion Coraline dirigido por Henry Selick (O Estranho Mundo de Jack) e escrito por Neil Gaiman (Sandman) que conta, além das composições de Bruno Coulais, com a participação da Hungrarian Symphony Orchestra Budapest, Laurent Petitgirard, Mathilde Pellegrini, Hélène Breschand, The Children’s Choir Of Nice e da banda They Might Be Giants, Nigro comenta:
Que trilha boa.
(Nigro)
Cidadão Instigado – Uhuuu!

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O sucesso do Cidadão Instigado entre a crítica musical brasileira não é a toa, e não falo isso para puxar sardinha de meus conterrâneos. Pra mim, é certo que Fernando Catatau e seus companheiros são incansáveis na busca de bons arranjos e sonoridades diversificadas e realmente interessantes. O amadurecimento musical do grupo também permitiu que seu som ficasse até mais acessível sem abdicar de uma certa ousadia sonora que certamente faz falta a grande parte da música nacional contemporânea . Além disso, fizeram um disco que é a cara do Ceará, conseguindo o que muitos tentaram em vão de tanto emular tendências de Pernambuco.
(Richarley)
Dave Douglas – Spirit Moves

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Dave Douglas juntou um grupo de metais (tuba, french horn, trombone e trompete) com o brilhante baterista Nasheet Waits, alcunhou de Brass Ecstasy e gravou um dos melhores discos da sua longa carreira. Um tributo rico ao jazz tradicional sob a direção de alguém que sempre foi um dos nomes mais criativos do jazz moderno.
(Bêla)
Dead Man’s Bones – Dead Man’s Bones

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O ator Ryan Gosling deixou as telas de lado por um tempo para escrever e gravar uma coleção de canções mal-assombradas, deliciosamente intrigante. Mas não se assuste. As canções tem bases blues e rock simples, lo-fi, apresentadas num teatro de zumbis terror infantil, com a notável ajuda do coral de crianças mostrado na capa do disco. Bú!
(Bêla)
Dengue Fever – Sleepwalking Through the Mekong

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A banda americana de roque cambojano já gravou 3 discos até agora, alguns muito divertidos. Mas é nessa trilha sonora de um filme parte visão geral da carreira da banda, parte documentário sobre os sons e grupos nos quais eles se inspiram, que parece tudo fazer sentido. São 17 faixas que misturam gravações dos 9 anos do Dengue Fever com os originais clássicos do pop/surf/garage/indie da década de 60 da Camboja. Viciante.
(Bêla)
Dirty Projectors – Bitte Orca

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O quinto disco da banda de Dave Longstreth foi o disco pop mais igualmente imprevisível, esquisito e acessível do ano. Uma obra-prima.
(Bêla)
Fever Ray – Fever Ray

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Fever Ray é o nome do projeto solo de Karin Dreijer, que compõe com seu irmão Olof o duo The Knife. Aqui ela consegue criar atmosferas ainda mais sombrias do que em seu grupo principal, dando mais espaço à sua voz natural, mas ainda empregando em certos momentos aquelas distorções de pitch capazes de botar qualquer exorcista pra correr.
(Roger)
Flat Earth Society – Cheer Me, Perverts!

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No sexto disco da mais eclética, fina, vibrante e menos tradicional big-band belga do planeta, sob o comando do compositor Peter Vermeersch, os quinze integrantes constroem um intrincado e complexo maquinário melódico digno de uma trilha de Tom & Jerry on drugs.
(Bêla)
Hanne Hukkelberg – Blood From a Stone

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O último disco da cantora e compositora norueguesa pode parecer, de imediato, o mais acessível de seus três álbums. Porém, a veia experimental de seu trabalho continua pulsando fortemente, vide o fato de que durante as gravações todos os kits tradicionais de bateria foram substituidos por geladeiras, fogões e outros objetos, além da série de found sounds que permeiam a maioria das músicas.
(Roger)
Hildur Gudnadottir – Without Sinking

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Without Sinking é um emocional quadro sonoro, pintado com poucas e densas cores pela compositora e cellista islandesa Hildur Gudnadottir. Seu sensível impressionismo mostra formas mínimas e esparsas, ora leves e delicadas, ora densas e nebulosas, que juntas representam uma obra visual imaginativa e atmosférica de beleza e abstracionismo singulares. Traduzindo: puta disco lindo!
(Bêla)
Kaada – Junkyard Nostalgias

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Sobre o sexto disco do prolífico compositor norueguês Kaada, criado em homenagem aos “bravos e determinados trabalhadores poloneses que se mudam para a Noruega para nos ajudar”, Nigro comenta:
As duas primeiras faixas me deixaram chapado.
(Nigro)
Mono – Hymn To The Immortal Wind

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Se há um certo desgaste na formula de post-rock praticado por tantas bandas desse gênero (comece a música bem calmamente, arraste, arraste e faça um barulho infernal nos seus vários clímax), os japoneses do Mono nem fazem muito esforço para fugir tanto disso. Mas esse disco é tão bom porque é tudo realmente muito bonito, das melodias à sonoridade agradável (mesmo nas partes mais barulhentas), além da maravilhosa capa. Talvez seja o álbum deles que mais lembre uma trilha sonora de um filme melancólico e grandioso. Vai ver que essa era a intenção mesmo.
(Richarley)
Mos Def – The Ecstatic

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Com algumas faixas produzidas por Madlib e Oh No, só as bases e samples já valeriam uma cuidadosa audição. Mas é graças às composições vocais do rapper e também ator Mos Def que este trabalho sobe ao posto do melhor disco de hip-hop de 2009.
(Bêla)
Mouse On The Keys – An Anxious Object

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Bela surpresa de 2009 e que também vem do Japão. Trio de tecladistas (um deles também ótimo baterista) que faz um jazz-fusion com algumas pitadas de Tortoise e math-rock. Nada revolucionário, mas ainda assim bom pra caramba.
(Richarley)
OOIOO – Armonico Hewa

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Yoshimi, mais conhecida como percussionista do Boredoms, está de volta com sua gangue de garotas super-poderosas, mais uma vez aprontando altas confusões na cabeça de quem se mete a definir o som do OOIOO: pós-rock, prog, metal, world music? Tudo isso e muito mais é liquidificado de uma maneira que soa ao mesmo tempo caótica e precisamente controlada, em meio a cânticos demenciais e muita, muita percussão.
(Roger)
Secret Chiefs 3 – Traditionalists: Le Mani Destre Recise Degli Ultimi Uomini

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Quando o Trey Spruance (guitarrista do Mr. Bungle) dividiu o Secret Chiefs 3 em 7 outras bandas no fantástico álbum Book of Horizons, uma grande incógnita surgiu sobre como isso iria funcionar dali em diante. Depois de alguns compactos, a primeira dessas bandas a ganhar um disco completo foi o Traditionalists, com essa trilha sonora de um filme fictício de um tipo bem específico de terror italiano, o Giallo. O disco é uma viagem insana por pequenas músicas, que raramente ultrapassam 2 minutos, e que só fazem você imaginar o quanto esse filme seria maluco se existisse de verdade. Imagino se o Trey chegou a escrever o roteiro dessa obra pra compor esses temas.
(Richarley)
Sian Alice Group – Troubled, Shaken Etc.

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Aqui já temos uma banda no sentido mais tradicional da palavra, e não uma artista solo utilizando um nome que não o seu próprio. Mas a presença da vocalista Sian Ahern é importante o suficiente para que ela receba um destaque no próprio nome do grupo. Sua voz delicada e sussurrada dá um tom de folk inglês às composições meio jazzísticas, hipnoticamente circulares do sexteto.
(Roger)
Soap & Skin – Lovetune For Vacuum

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A austríaca Anja Plaschg é outra que prefere ocultar seu próprio nome atrás de uma alcunha: Soap & Skin. Lovetune for Vacuum foi gravado quando a cantora e pianista tinha apenas 18 anos, e chegou ao Top 5 nas paradas de seu país natal. Algo surpreendente se levarmos em conta que suas canções não são nada acessíveis, em sua maioria baladas desesperadas ao piano, acompanhadas às vezes por arranjos de cordas esparsos ou efeitos sonoros soturnos como brinquedos e máquinas de escrever.
(Roger)
St. Vincent – Actor

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Antes de adotar o nome St. Vincent como veículo para suas composições próprias, a multiinstrumentista e vocalista Annie Clark já havia integrado grupos como Polyphonic Spree e a banda de apoio de Sufjan Stevens. Esse currículo dá uma ideia do tom geral de Actor: composições intrincadas, arranjos complexos, contrastes frequentes entre momentos de fofura e de distorção – tudo isso amarrado pela voz sempre suave e serena da moça.
(Roger)
Sunset Rubdown – Dragonslayer

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O líder superativo Spencer Krug, também integrante do Wolf Parade, Frog Eyes e Swan Lake fez de Dragonslayer o melhor disco do Sunset Rubdown. Mais ambicioso e cuidadoso que os outros, este disco também é, ao mesmo tempo, o mais acessível da carreira da banda. Grande compositor esse cara.
(Bêla)
Tortoise – Beacons Of Ancestorship

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Bem que o Tortoise podia lançar um dvd de making-of a cada álbum lançado. Sempre me intrigou muito o processo de composição e gravação de suas músicas. Porque você escuta um disco como Beacons Of Ancestorship e, a princípio, você tem dificuldades de usar um adjetivo como coeso para o som do grupo porque isso soaria certinho demais. Mas é um elogio válido, justamente pela capacidade do Tortoise em pegar vários ritmos e sons tão diferentes, jogar tudo num liquidificador, e ainda assim sair o mais importante, música boa.
(Richarley)
Tyondai Braxton – Central Market

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O background em música erudita contemporânea de Tyondai Braxton, também membro do Battles (e filho do saxofonista de free jazz Anthony Braxton), ficou bem evidente no seu segundo álbum solo. Com a ajuda de uma pequena orquestra, essas influências de Stravinsky, Ligeti, Reich, Riley, etc foram misturadas a elementos de rock, jazz e música eletrônica de maneira tão viva, bem-humorada e lúdica que deixaria um Frank Zappa feliz.
(dica via twitter do Aporias)
(Bêla)
Umlaut – Umlaut

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Clinton “Bär” McKinnon (ex-integrante do Mr. Bungle e do Secret Chiefs 3) resolveu dar uma nova guinada em sua vida ao se mudar para a Australia. Assim, montou um novo projeto com alguns bons e jovens músicos australianos, o que resultou nesse belo disco que pode agradar em cheio aos fãs de suas bandas anteriores. Parece um Mr. Bungle da fase California numa escala menor e descompromissada, mas ainda transbordando criatividade. E a música Atlas Face, com a participação de Mike Patton, é uma pequena pérola.
(Richarley)
Zu – Carboniferous

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O décimo quarto disco em 10 anos da banda italiana Zu poderia ser definido como um Melvins esquisofrênico com Can, post-rock, freejazz, metal, punk, noise, no-wave. O trio instrumental de baixo, bateria e sax barítono tem dessa vez uma valiosa colaboração de (não por acaso) Buzz Osbourne dos Melvins. Denso, matemático e (ui!) bruto.
(Bêla)
twitter: @aporias
Veja também:
Melhores discos de 2008
Melhores discos de 2007
Melhores discos de 2006